Para a FIVB, elas foram as melhores

Melhor atacante: Tatiana Kosheleva (RUS)
Melhor bloqueio: Christiane Fürst (ALE)
Melhor saque: Grothues Maret (HOL)
Melhor líbero: Stacy Sykora (EUA)
Melhor recepção: Logan Tom (EUA)
Melhor levantadora: Qiuyue Wei (CHN)
Maior pontuadora:   Neslihan Darnel (TUR)

A imagem estava linda: jogadoras de diversas nações compartilhando o pódio central,  premiadas como destaques individuais da competição. Só faltava cantar “We are the world” pra cena ficar completa.

Mas não fez sentido. Atletas de seleções que tiveram participações pífias no Mundial receberam prêmios enquanto Japão e Brasil ficaram chupando dedo.

A gente sempre reclamava que a Takeshita "roubava" o prêmio da Fofão de melhor levantadora das competições, que os japoneses a beneficiavam. Desta vez, quando a baixinha do Japão realmente merecia, ficou de fora.

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Concordo com Nalbert e o Marco Freitas, comentaristas do Sportv, quando dizem que não dá para comparar o desempenho de atletas que disputam o 5º ao 237º com aquelas que estão nas semi e finais.

É covardia levar em consideração as estatísticas de quem está brigando por posições intermediárias e praticamente só cumprindo tabela.

Enquanto a japonesa Takeshita enfrentava Brasil e EUA e levava o time à grande conquista do terceiro lugar, a premiada Wei, da China, jogava contra Cuba e Polônia e alcançava a vergonhosa 10ª posição.

O mesmo caso vale para a alemã Fürst em relação às brasileiras Thaisa e Fabiana.

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E o mais irônico foi a Logan Tom receber o prêmio de melhor recepção quando, a meu ver, foi o fundamento em que ela mais penou e comprometeu nos jogos finais.

Aliás, Tom e Sykora estavam até bem felizinhas e bem dispostas para quem recém tinha perdido o terceiro lugar. Se eu chegasse ao campeonato com um dos favoritos ao título e saísse de lá com a quarta colocação, não ficaria assim tão “de bem com a vida”.

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