Distinção de Gêneros

Mais dois amistosos da seleção contra os Estados Unidos, mais duas vitórias. Desta vez, só quem esteve nos ginásios de Londrina e Arapongas é que pôde conferir a atuação das meninas. Sem transmissão da TV, ficamos só com a descrição dos jogos. Mas algumas observações podem ser feitas.

- Foi curioso que a partida que o Brasil ganhou com mais tranqüilidade e propriedade foi justamente na qual o Hugh McCutcheon escalou a sua força máxima, incluindo a tão temida Hooker e a experiente Bown

- Apesar de serem só amistosos, a série de confrontos ajudou a desmistificar o bicho-papão que se transformou os EUA no GP.

- O Zé disse: “A um mês da estreia do Mundial, todo mundo teve a oportunidade de entrar em quadra e ser testado”. Tá bom, a gente finge que acredita. Gattaz, Brait e Adenízia jogaram uma partida. Nossa, puta oportunidade pra elas mostrarem que merecem um lugar no time. Acho que assim como a Sheilla e Jaqueline, as Thaisa e a Fabiana poderiam ter sido poupadas. São titulares absolutas. O que custa dar mais chance para reservas do meio jogarem? O Zé fez isso com todas as ponteiras, pecou com as centrais.
 
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Superliga 2010/2011

Mal começou e já perdeu um time. O Pomerode desistiu de disputar a competição por falta de quê? Patrocínio, óbvio. Uma pena.

A Medley, há duas temporadas, estava com problemas sérios para pagar os salários do time feminino de vôlei. Atletas chegaram a sair no meio do campeonato e o treinador quase ficou sem elenco suficiente para jogar. No fim, a empresa anunciou que iria se dedicar somente ao automobilismo e o patrocínio acabou.

Agora nesta temporada a Medley voltou ao vôlei e é a investidora principal do time masculino de Campinas, que tem como diretor o ex-levantador Maurício. Tem no elenco o André Heller e o técnico é o Cacá Bizochi.

Caso semelhante é o do Pinheiros. O time feminino é tradicional e competitivo. Mas o patrocínio da Sky foi para o masculino, que nem existia no clube.

As dificuldades existem para os dois, mas o feminino sofre mais. Mesmo com o título olímpico, os times não atraem investidores como no masculino. Até melhorou. Mas a impressão que passa é que o mercado não é tão atraente como o dos meninos. Talvez falte ao vôlei feminino o apelo midiático que alguns jogadores têm. No final das contas, o masculino deve render bem mais.

Comentários

Anônimo disse…
Cubanas no Brasil? Demorô! Daimi Ramirez tem q ser contratada pelo SB. Seria show... Boa jogadora e representante da tradicional raça e força cubana... Arriba, muchachas... Bamos, bamos...
Anônimo disse…
Ramirez no Brasil? Levantadora-atacante no estilo Aguero, só q essa eh afrontosíssima.
Anônimo disse…
La Cauda
Eu não vi os EUA tão motivados quanto nós p/ as vitórias nos amistosos, só sei q 4 derrotas não é nada bom moralmente p/ elas, e não acredito q com a presença da Logan Tom possa fazer a diferença nesse cenário. O importante é reconhecer q os EUA é um time com potêncial, estão com uma renovação de atacantes, novas, mas muito boas, falta no time mais entrosamento e, naturalmente, experiência. A levantadora Glass tem mais qualidade q as suas anteriores, Ah Mow-Santos e a Berg.

Quanto a questão dos patrocinadores prefirirem o vôlei masculino, na minha opinião, só revela a ignorância do departamento de marketing de suas empresas em relação ao vôleibol, pensam o vôlei com a cabeça do futebol.
Dani disse…
O patrocinio realmente continua a ser um problema.