Brasil 3x0 China

Me arrisco a dizer (mesmo não tendo assistido aos dois primeiros jogos do Brasil) que esta vitória contra China foi a melhor partida da seleção no GP. Mas com os dois pés no chão, temos que admitir que a seleção enfrentou um adversário bem meia-boca. O passe chinês era um estoura pra cá e um estoura pra lá que beirava o amadorismo.

Por não ter sido muito exigida pelas chinesas, a seleção pôde (o circunflexo faz falta, viu novo acordo ortográfico!) se dar ao luxo de ter a Mari no banco de reservas o jogo inteiro. A Paula não atacou quase nada e parecia nem ser opção pra Fabíola. Em uma partida mais complicada, ela não duraria nem o primeiro set.

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Acho engraçado quando leio/escuto os comentaristas dizendo que o Zé Roberto está dando oportunidade pra todo mundo jogar, como se esta fosse a filosofia de trabalho dele.

Primeiro: isto é o que ele diz e quase nunca botou em prática.
Segundo: as variações que ele faz se limitam a Fabíola e Paula.

De qualquer forma, minha crítica não é pro Zé. As observações dos comentaristas é que destoam. Vou tentar me explicar:

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Se o Zé Roberto quisesse mesmo fazer experimentações no time, não escolheria logo este ano para fazê-las. Ano passado, 2009, é que seria o ideal. Não havia competições de grande importância e a maioria das seleções estava com times renovados ou poupando suas titulares.

E exatamente no ano passado o Zé mal trocou o time titular. A Lins só perdeu posição na última competição. Antes disso, era um parto o Zé tirá-la de quadra. Bom, todo mundo imaginava que ele quisesse dar mais ritmo, estabelecer um padrão de jogo com aquela que ele havia escolhido como a titular.

Em 2010, as entradas da Fabíola mais retratam a desistência do Zé com a Lins, tipo “melhor que isso não fica, deixa eu preparar uma reserva”, do que “vamos dar espaço para todos terem sua chance”.

O Zé já deve ter se conformado que vai precisar de duas levantadoras “ativas” o tempo todo.

Comentários

Anônimo disse…
O que é Paula, meu povo? 4 pontos em três sets, sendo duas bolas de cheque?! kkkkkkkkkkkkkkkkk

Coitada.

China péssima. Pelo jeito, na fase final, nossos adversários serão mesmo nosso calcanhar de aquiles, Itália, e a Polônia. Essa última, apesar de vir ganhando, tenho sérias dúvidas se é alguma coisa. Parece mais a Alemanha de uns dois anos atrás: jogam até direitinho, mas nunca ganham do Brasil.
Anônimo disse…
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Anônimo disse…
"...as entradas da Fabíola mais retratam a desistência do Zé com a Lins, tipo “melhor que isso não fica, deixa eu preparar uma reserva”..." Mas demorou pra cair a ficha do Zé, hein? Sério me dá agonia ter que ouvir a cada tempo técnico, o homem dizendo onde que a criatura tem que levantar a bola, qual jogadora deve receber e etc. e etc...pra mim a Fabíola tem que ser a titular. Se depois de mais de 1 ano jogando na seleção, Lins ainda não controla os nervos e não consegue encontrar o tempo de bola das atacantes: num jogo acerta, no seguinte erra tudo, então dá o lugar pra outra, minha filha.
E PP me deixa sem palavras. Péssima, só está no time pelo nome e mais nada. Tudo bem, já foi MVP Olímpica, que bom pra ela, só que isso já faz 2 anos, né...só cego pra não ver que ela não é nem sombra daquela MVP.
Anônimo disse…
Não me peocupo com Itália neste ano de mundial. Me preocupo apenas com Rússia e USA que anotem ser o time a ser batido em breve.
LaCauda disse…
Tb acho q os EUA vão estar mt fortes no Mundial. ALiás, acho q já nesta fase final do GP vai ser difícil.
Débora disse…
EUA vão dar trabalho desde já.A última fase do Grand Prix tem tudo pra ser bem mais complicada que a fase final da Liga Mundial,por exemplo.Aliás,esse Grand Prix tá mais complicado que a LM.
Se o Zé realmente quizer ganhar o mundial tem muita coisa pra fazer ainda...as meninas precisam melhorar muito pra jogar no nível que jogaram as Olimpíadas.Eu acredito que o Brasil possa ser campeão mundial,mas pra isso vão ter q ralar muito...
O principal problema é o passe e a levantadora.E na minha humilde opinião,acho que um trabalho psicológico será importantíssimo...PRINCIPALMENTE PRAS LEVANTADORAS!
Anônimo disse…
O treinador dos EUA sim fez o que Zé Roberto tenta mostrar que faz: testes. Ano passado ele não teve medo de disputar o GP com atletas jovens, desconhecidas. Hoje, as que se destacaram, continuam na seleção. E as consagradas, que tem condições de jogar em alto nível, estão de volta. Não sei se eles serão finalistas do Mundial, se ganharão GP, mas a longo prazo, o trabalgo melhor feito está sendo o dele. O cara é um craque.

Acho que a Itália é muito forte, sim, mas o jogo delas é o que mais sofre com os "encaixes". Elas não sabem jogar contra todo mundo. Os EUA que o digam. Dependendo do cruzamento no mundial, elas podem ganhar ou ficar nas quartas.

O Zé Roberto é um grande técnico, não adianta nem falar, mas ele sempre foi adepto de meias-loucuras. Principalmente com quem ele gosta muito. Ex: Mari. Mandou a menina para ponta, depois voltou, tirava a garota ao primeiro erro, grita... parece que ele quer mostrar: "olha, eu gosto de você, mas isso não a faz diferente das outras". E acaba por torná-la mais diferente sim, mais cobrada. Sei lá, tenho essa impressão.

Esse negócio de revezar ponteiras é uma balela. Paula teve um ano para se recuperar se sua contusão e não conseguiu. Está péssima. Pq Mari e Jaque, que estão bem, tem que ceder lugar para o laboratório da Paula? Pôe a Natália na ponta e pronto, pow, quando precisar. Ou alguém acha que ela vai jogar com Sheilla sempre assim?!
Anônimo disse…
Essa insistência do Zé, em dar ritmo à Paula, não pode - de repente - desmotivar as pontas "prontas" para a titularidade?
Anônimo disse…
Tava assistindo a final olímpica de Sidney, por acaso, e é interessante ver o destino de algumas jogadoras daquela final.

A Rússia tinha nas extremas Godina, Sokolova e Artamonova, ainda Gamova no banco. Todas estiveram em Pequim 2008. Sokolova e Gamova ainda jogam em alto nível, Artamonova e Godina ainda jogam em bons times, mas não são mais as mesmas. O curioso, pra mim, é ver que a Artamonova joga em alto nível desde o início dos anos 90. Foi por muito tempo a melhor jogadora do mundo e da Rússia, depois passou o posto para Chackova/Sokolova. Para quem não viu jogar, a Rússia tinha Tichtchenko, a meio atacante de china que já vi. Virava tudo. Não sei que fim a levou. Nem a levantadora que tinha um nome que parecia um palavrão e não sei escrever.

Cuba tinha Aguero, Ruiz, Fernandez, Torres, Bell e Costa. Aguero ainda é uma estrela internacional, jogou Pequim pela Itália, mas está longe do seu auge. Ruiz jogou sua última olimpíada em Pequim. Acho que ainda joga em seu país. As outras ainda procuram ganhar dinheiro nesses campeonatos fubás pelo mundo. Bell e sua passagem por aqui são exemplo. Jogam só no truque e com o nome. Vi a Carvajal dia desses quase não reconheci. Goooooooooorda.

As equipes tinham as luxuosas Gratcheva e Mireya no banco.

Vale a pena ressaltar que foi uma grande final. Cuba tri-olímpica entrando para história como o time mais vencedor da história do vôlei. Ao contrário do que diz a imprensa brasileira, a seleção de Bernardinho não é a mais vencedora da história, Cuba sim é. Tri-olímpica e bi Mundial. Faltam duas ainda para Bernardo tentar chegar lá.

http://www.youtube.com/watch?v=Pkigpgt1ij8&feature=related
Anônimo disse…
Eu não sei até q ponto a irregularidade da China é proposital ou não.

Eu assisti em junho (dois meses atrás) a China sendo campeã do Montreux Volleymasters em cima dos EUA com um vôleibol de altíssimo nível.
Anônimo disse…
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A levantadora se chamava Vassilevskaia.

P/ o Mundial a rede da Rúsia estará assim:
Gamova(2.04m) Merkulova(2.04m) e Goronchova(1.97m).

Vamos ter q saltar muito p/ bloquear as girafas.
Anônimo disse…
A Rússia dispensou as 'poderosas' Sheshenina e Akulova. Vai de Startseva e Ulyakina, que, confesso, nunca vi. Será que elas são menos jaqueiras? Se forem, a pode-se dizer que a Rússia é favorita ao Mundial.

Olha as atacantes: Kosheleva, Fateeva, Goncharova, Gamova, Lyubov Sokolova. Dá para escolher. Mas acho que o técnico vai, para nossa sorte, de Kosheleva (que é um lixinho passando) e Sokolova nas pontas e Gamova de oposta. Acho que uma dupla Goncharova/Sokolova seria mortal.

Todo mundo sabe que as russas não jogam com as centrais, mas as mulheres são uns postes.

Eu tenho medo da Rússia.

Torçamos para levantadoras serem nível as bees anteriores.