O Estafante GP

 
A assessoria de imprensa da CBV - que está acompanhando a viagem da seleção feminina - comenta no seu blog que o Zé Roberto começa a questionar se vale a pena disputar o Grand Prix.
 
O Brasil é, entre as principais seleções, um dos poucos que leva a sério o GP todos os anos. Comparece sempre com o time principal, seja qual ano for, pré ou pós Olimpíadas. Fora 2007, não me lembro outro ano que a seleção tenha ido com a equipe B.
 
O desgaste é absurdo. Cada semana em um país, às vezes em cidades que não têm nem condições de abrigar o evento. Hotéis vagabundos, dificuldade com a alimentação e horas e horas de deslocamento a cada etapa.

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Apesar dos sete títulos da competição, nossa seleção nunca tem o trabalho facilitado. A China jogará todas as etapas classificatórias no seu país. Há alguns anos a Europa é sede de uma etapa, o que somente este ano aconteceu no Brasil.
 
A FIVB costuma ameaçar com punições os países que não levam seus elencos principais. Mas não parece ser algo que incomode a Rússia, por exemplo, que leva o time principal ao GP quando lhe apetece.

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Realmente é de se pesar os prós e contras de participar do GP. É um torneio que precisa de uma remodelagem. É muito longo e cansativo, até pra quem só assiste. Claro que qualquer mudança não seria simples, afinal há muita politicagem e grana envolvida nisto tudo. Mas que precisa ser repensado, isso precisa.
 

Comentários

Anônimo disse…
Nossa mídia é mesmo 1 lixo - isso é indiscutível. Toma partido descaradamente, mas se apresenta como "isenta e ética"; recebe propina de goivernadores e banqeiros - Serrassuga e Daniel Mendes fazem a festa nos jornaloes/revistonas e tv´zonas; enfim, é 1 esgoto só, como diria Luiz Nassif.

Pois bem, até no esporte, no caso, o nosso voleeyball, metem os pés pelas maos: a matéria do Lance diz no texto q, o "técnico da Sel Nac. de BASQETE; Bernardinho ..."

Nao é descuido, em se tratando de jornal "especializado".

É lixo jornalístico, e dos grandes.

Dificilmente alguém aqí, ou em qlqr canto q eu escrteva/participe, vai me ver elogiar essa camabada.

Ora "se enganam", ora sao sonsos mesmo.
Inté,
Mg
Anônimo disse…
Muito bem apropriado esse Post LaCauda.

Entre algumas modificações q poderíam ser feitas, segue algumas idéias:

1- O Brasil é o atual campeão Olímpico, por mérito, as finais deveríam ser aqui.

2- Devería apenas existir 4 Países cedes para evitar esse desgaste: O Japão, (onde esta a grana), mas apenas em uma cidade só, Tóquio, por exemplo.

3- O que tem q acabar é a China, distribuindo as estapas do GP por várias cidades como, Macau, Hong Kong, Ningbo, e porque em Taiwan?? se eles não estão nem participando!
é isso q faz o torneio desgastante.

4- O País Europeu mais bem classificado para a disputa das vagas p/ o Grand Prix conquistaría o direito de cediar uma Etapa em seu País, pois, de uma certa forma, isso obrigará levarem as seleções titulares, pq cediar uma Etapa significa geração de renda p/ o País e para difusão do esporte, fora a comodidade para as atletas pela conquista jogarem em casa.

5- As 4 últimas equipes lanterninhas do GP, como Tailândia, Porto Rico, Korea e Rep. Dominicana, perderíam a vaga para o GP do próximo ano, iríam para uma espécie de segunda divisão, e lutaríam entre si para 1 vaga para voltar p/ o GP do ano seguinte.

6- Temos q melhorar o nível desse GP, dúvido q Cuba com toda sua instabildade, no decorrer da competição ficaría tao mal como ficou Porto Rico, A Sérvia no lugar da Coréia, e a Itália no lugar da Tailândia.

7 - A Wild Card devería ser escolhida de acordo com a seleção mais bem classificadas do Ranking do FIVB, ou da Classificação da última Olimpíada ou do último Mundial.

8 - E com certeza o ZRG devería continuar no GP, só lembrar o desatre q foi a Rússia em Pequim se ausentando das disputas internacionais, e fazendo treinos internos, q resultou um amargo oitavo lugar nas Olimpíadas, q custou a demissão do técnico italiano.

9 - O negócio é enxugar o número de cedes do GP estabelecendo um critério q valorize o torneio em nível técnico e seja menos desgastante.

10 - Sem esquecer q o GP rola uma premiação boa por equipe e individual.


Crowley.
Edson disse…
Também sou a favor de mudanças no Grand Prix, mas convenhamos que é muito difícil fazê-las. Já defenderam um formato parecido com o da Liga Mundial, mas é impossível fazê-lo no feminino. Lembremos que no masculino não há países asiáticos envolvidos, assim as viagens ficam restritas a América e Europa, o que facilita tudo. No feminino, a grana toda está na Ásia, China e Japão pagam muito pra ter esse direito.

E dúvido que a curto prazo isso mude. Já li que a FIVB fechou contrato com a China e as finais de 1011 serão em Ningbo, já a do anno que vem será novamente no Japão. Eles pagam e levam. Qual o patrocinador no Brasil, por exemplo, pagaria 200 mil dollares ao campeão como o Japão faz? Nenhum.

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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
A risada é por outra coisa, não pelo assunto Grand Prix. Não resisti.
Juuh'NDougiê disse…
Ótima matéria, é verdade. isso tem que mudar !

http://juuhndougie.blogspot.com/
Anônimo disse…
Não esquecendo de falar q na fase classificatória, alguns jogos se repetem, como Brasil x Alemanha, enquanto o Brasil não jogará nenhuma vez contra a Holanda e a Rússia ou Rep.Dominicana, q só se cruzam se for na fase final.

No caso, quem sai prejudicada é a Alemanha pq vai perder duas vezes.

E repararam q o Brasil joga contra todos os países asiáticos? O Brasil é o espetáculo principal do torneio.

E como o GP é uma competição q conta pontos p/ Ranking da FIVB, nada mais justo q uma discussão sobre um ajuste no formato.
Anônimo disse…
Se não me engano os maiores publicos desse GP foram no Rio. Já estamos merecendo ser sede da fase final. O ruim é o horario esdruxulo que a Globo vai impor...