Afinal, o que restou?

 
Nós temos comentado nos últimos posts sobre a fórmula a Superliga, principalmente sobre os mini-torneios e o jogo único da final. Ambos nos desagradam.

Quando inventaram este esquema de final a cada turno, achei que era uma boa ideia. Ainda acho uma boa ideia, mas que na prática não funcionou. Os ‘mini-torneios’ tinham por objetivo tornar a Superliga mais atrativa e contariam com a transmissão na TV aberta. Não conseguiu nem um nem outro.

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Na Superliga foram 4 finais de turno, sendo 3 delas disputadas entre Finasa e Rexona. A final do campeonato será (com 99% de chances) também essa. É um desgaste do principal clássico atual do vôlei brasileiro. Não é o ideal que essas equipes se enfrentem a todo momento (o Finasa que o diga...).

Na verdade, não há fórmula que seja estimulante se o conteúdo não for igualmente interessante. Se, como é o caso da Superliga e de outros campeonatos nacionais europeus, só existem 2 ou 3 equipes fortes, não há esquema de disputa que salve o campeonato do marasmo.

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E a final de jogo único vai contra todo o desenvolvimento do resto da Superliga: se arrasta por 6 meses e acaba em uma partida. A final é, obviamente, o ápice de qualquer campeonato. É lá que se encontram as duas melhores equipes do Brasil brigando pelo verdadeiro troféu, aquele que realmente contará na história.

É na decisão que componentes como o emocional, o psicológico, a experiência e as provocações estão mais presentes do que nunca. Mas esse tipo de confronto só nos é dada a oportunidade de ver uma vez. Pra quê? Já vimos tantas vezes durante o campeonato, em momentos que valiam muito pouco ou quase nada, que até deduzimos o resultado.
 
A final será, afinal, só mais um jogo.

Comentários

Anônimo disse…
Rexona,pra mim,merece o título desde já. Se o Osasco ganhar,vai ser constrangedor!!!
wilson disse…
Concordo que o Rexona merece o título por tudo o que vem jogando (e olha q não vi nenhum jogo, pq não tenho tv por assinatura, sei apenas o que leio).
Apesar de torcer pelo Osasco e achar que tem mais time que o Rexona, percebo que é um time "desencontrado", o contrário do Rexona.
Edson disse…
Não acho que um campeonato que tenha 'apenas' dois finalistas sempre, necessariamente não tenha atrativo ou seja chato. Antes, quanto tinhamos turno e returno, playoffs em melhor de cinco partidas, era tudo ótimo. Antes de Atenas, tinhamos o duelo BCN ou Finasa vs MRV/Minas, era ótimo. Depois de Atenas seguiram-se as finais Finasa vs Rexona... Todos esperavam os grandes confrontos entre os maiores rivais. O problema dessa fórmula de disputa é a banalização do clássico. Já tivemos cinco jogos entre Finasa e Rexona, o que acaba com o encanto do confronto.

Eu sinceramente não vejo como a Superliga ter mais do que dois times 'fortes', não existe material humano pra isso. Essa falta de bipolaridade só ocorreu na época que tinhamos as estrangeiras. Dos anos 2000 pra cá, teve uma época que Rexona, MRV e BCN tinham bons times, mas isso acabou quando o MRV chegou ao fim. Ou seja, não adianta querer ter mais times de 'ponta'. Não teremos, é inviável. A Blausiegel é prova disso.
Anônimo disse…
O Edson tocou num ponto interessante: material humano.

Concordo com a explanação da La Cauda, de que a fórmula não deu certo e final única é um desserviço. Mas antes de TV, antes de fórmula de campeonato, é fundamental material humano e organização.

A CBV está se lixando para a SL ou para os clubes. A CBV não faz um "ah" no trabalho de promoção da SL.

Não há uma organização interessante e some aí o fato da SL ser um campeonato fechado. Talvez o mais fechado do mundo dentro realizado dentro de um país democrático. O intercâmbio entre jogadoras brasileiras e estrangeiras só vai existir na Europa.

Também não conseguimos competir com o salário oferecido na europa, mas isso poderia ser minimizado um puco mais caso a SL fosse atraente e competitiva. Não é.

Outro fator terrível: nossa vizinhança. Seria muito melhor para nós se nossos vizinhos, ao menos, tivessem alguma base no vôlei. Não tem!

No entanto, "Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema".

Enquanto muita coisa não mudar, incluíndo o Ary (des)Graça, vamos continuar ouvindo essa mesma missa: Finasa x Rexona!

Logan
Gabriel de jesus disse…
Olá. boa Tarde!
Passando para comunicar o novo site da Lia Castro a canhotinha de Osasco. http://com.limao.com.br/wikisite/liacastro/index.cfm
Anônimo disse…
Se desviando do assunto..
"Quem sou eu:
Brunna e Laura
Estudantes do primeiro semestre de Jornalismo da PUCRS."

Parabens meninas, muitos (inclusive eu) curtem muito o blog de voces, nao desistam dele.
Quem é La e quem é Cauda? LoL

Voltando ao assunto..
Edson e Logan falaram sobre "material humano", também concordo que sem ele a superliga não vai conseguir ter mais times de ponta. Uma coisa leva a outra, a solução que eu consigo ver é a divulgação e projetos de incentivo (divulgados), principalmente na tv aberta, isso além de ser um atrativo para os patrocinadores, incentivaria novos talentos - que até então nao tinham muito conhecimento do esporte e/ou projetos.

Ariane Brandão
LaCauda disse…
Ops, falha técnica! haha

Ariane, na verdade esta descrição é de um outro blog que eu e minha colega estamos fazendo para a faculdade.

Quem escreve o Papo de Vôlei sou só eu, Laura.

Obgda!
LaCauda disse…
Pessoal, tb concordo com o problema da falta de material humano. Muita coisa teria que ser feita antes para se conseguir mais times de ponta na SL.

Quando digo que nenhuma fórmula salva um campeonato com só 2 times fortes, é pensando no todo. Antes a gente podia ter finais disputadíssimas (e que saudades!), mas a parte classificatória não era nenhuma maravilha.

E pra piorar a CBV inventa uma fórmula que desgasta, como falei no post e o Edson tb, o principal clássico antes da final.