Coração de Lata


Comparando o último jogo que vi do São Caetano com o de ontem, não percebi nenhuma diferença. Continua pecando na recepção, com dificuldades de pontuar no ataque e sem constância. É sempre muito esforço para pontuar e uma facilidade em desperdiçar estes pontos.

Mais do que o resultado (Finasa 3x0 Sanca) é realmente preocupante a forma como a equipe se abate e fica sem forças para manter a disputa equilibrada.


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Não gosto de justificar as coisas com teorias psicológicas e anímicas. Mas nesse momento tenho que assumir meu lado “Hélio Griner” e observar que essa equipe do São Caetano está completamente prostrada e precisa urgentemente colocar mais garra no jogo.

Parece um time conformado e que afunda na própria desmotivação. Falta sentido de unidade, de conjunto. São atletas independentes que jogam juntas.
Sinceramente, mais do que questões técnicas, o São Caetano precisa é de alguém que dê uma chacoalhada no time e chame pelos brios das atletas. Mais do que técnico, precisa de um agregador e motivador.

São comoventes – e infrutíferos – os esforços do treinador Chicão em tentar ser esse motivador. Durante os tempos técnicos tentou “provocar” as jogadoras, falou coisas fortes, mas não surtiu efeito. Talvez, por já fazer parte do ambiente, ele não imponha tanta presença e tais palavras não repercutam com força entre as atletas.


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Durante a transmissão, o comentarista Alexandre Oliveira disse que falta uma liderança dentro de quadra e que, para ele, quem deveria assumir tal papel era a Fofão. Não concordo. Não é desse tipo de liderança que o time precisa. A Fofão é outro estilo, uma liderança mais silenciosa e mais racional. E, infelizmente, das mais experientes ali, acho que nenhuma delas poderia assumir a função. O líder ideal seria alguém que chamasse pelo time, no estilo da Fabizinha ou Paula Pequeno.

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A reação não pode ser mais adiada. Ou o São Caetano acorda e entra verdadeiramente na briga com os grandes pelo título, ou terá de se contentar com o papel que vem exercendo até agora: o de coadjuvante com grife.

Porque, como falei alguns posts atrás, num time que chega com a imagem de favorito e que não consegue resultados expressivos, os problemas se acumulam, a pressão aumenta e vira uma bola de neve difícil de controlar. É como andar na areia movediça. Chega um ponto em que se afundou tanto o pé que não há como sair da lama.

Comentários

Anônimo disse…
Olha, o que parece é que não foi feito um trabalho digno antes da competição.Não tem como,não há nenhum espírito de equipe.Se o trio não tá bem,as outras também não estão...
O trio: Fofão,apesar de liderar as estatísticas no levantamento,parece mais estar aposentada e jogando uma bolinha de vez em quando.
Mari alterna jogos bons e outros ruins.(Quando é bom,é bom mesmo!)
Sheilla está totalmente perdida dentro de quadra,fato.

Acho que não se deve ficar surpresa com uma derrota ou comentar mais sobre isso.Parece que não muda e não vai mudar mais.Mas convenhamos,o time se montou esse ano.Acho que não daria pra Mari,por exemplo,assumir essa mesma responsabilidade da Paula.Pelo menos por enquanto.A Fofão deveria fazer o papel dela de capitã e chamar mais o time pra si sim,senão quem o fará?
Anônimo disse…
Apesar de não gostar do Luizomar, ontem ele fez uma colocação muito interessante: que foi preciso saber motivar atletas (e ele estava falando as do Finasa em específico) para continuar depois de terem conquistado o maior dos títulos. E acho que ele e a equipe mostram que começaram a encontrar esse caminho da motivação construindo uma boa unidade.

E o Finasa tá mostrando justamente esse espírito. O clima lá dentro é bom, a estrutura é ótima, o salário é ótimo... só não tem uma boa comissão técnica. Mesmo assim o Luizomar é um cara, e isso não se pode tirar o mérito, que procura manter um bom astral em suas equipes. A motivação acaba vindo naturalmente e a equipe está engrenando.

Já o Sanca é uma outra história. Se você pensar bem, o time já apresentava problemas ainda no paulista antes do trio chegar. Some aí problemas estruturais, de organização... Vem a saída do Rizola que não colou (dizem que ele não aguentou os futricos internos). O Sanca foi um time que começou errado e vai terminar errado. Pode colocar a Gamova para jogar, a Ruiz, a Fabiana... quem for que não vai dar certo. Não tem motivação ou sangue nas veias que faça esse mamute andar.

Se a crise não atingir o vôlei europeu, dou quase como certo a volta de Mari e Sheilla para a Itália. Acho que a única forma das duas ficarem por aqui é assinando contrato com Finasa ou Rexona. Fora isso, é complicado... a não ser que um Brasil Telecom da vida injete mais dinheiro (numa estrutura que não é ruim) ou que o Minas consiga um patrocinador de peso para bancar uma equipe adulta competitiva.
Anônimo disse…
Concordo com o anônimo na questão de Mari e Sheilla.

a propósito... Paula tava comemorando demais até um saque errado da Mari por ex. Já tava me dando nojo...Ela que guarde suas energias para o momento certo,já que mandou várias bolas pra fora.
Laura disse…
É, não são de hj essas comemorações exageradas da Paula. Às vezes chegam a ser irritantes, principalmente pra quem torce pro outro time.

Sem dúvida, em todos os times q o Luizomar passa ele cria um bom ambiente. Normalmente parecem ser equipes fechadas e com bom relacionamento.