Com a Perna no Mundo


Não gosto de comparar os trabalhos do Bernardinho e do Zé Roberto. São estilos de trabalho diferentes e ambos muitíssimo competentes. Mas é de se reparar um detalhe curioso que deve refletir a forma como os dois trabalham: a carreira de seus assistentes técnicos.
 
A gente tem comentado e elogiado o Paulo Coco, principalmente pelos últimos bons resultados na Superliga. Um dos fatores que pesam a seu favor é justamente ser um dos discípulos do Zé Roberto e trabalharem juntos há anos. Sua carreira não se restringiu em ser apenas assistente do Zé.
 
O mesmo acontece com Cláudio Pinheiro, outro competente treinador que é assistente do Zé na seleção, mas que tem uma extensa carreira em clubes. Ele não chega a ser uma “cria “ do Zé, mas ampliou sua carreira depois de trabalhar na seleção, indo treinar os principais times da Turquia e Espanha.

Ângelo Vercesi também teve sua oportunidade ao assumir o Pesaro, depois de trabalhar com o Zé no próprio time italiano e na seleção. Sendo que, no início, o Ângelo era responsável pela parte de preparação física. Ou seja, o Zé não deve ter imposto nenhuma barreira para que ele fizesse a transição.
 
Marcos Kwiek é outro exemplo. Hoje no comando da República Dominicana, foi durante anos assistente do Zé na seleção e no Finasa. Marcos Miranda também. Foi assistente na seleção masculina, e é mais conhecido, atualmente, pelo trabalho com as duplas de vôlei de praia.

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Segundo o site da CBV, durante todos esses anos treinando as seleções feminina e masculina, o Zé Roberto contabilizou 6 auxiliares técnicos: Marcos Miranda, Cacá Bizzochi, Paulo Coco, Marcos Kwiek e Cláudio Pinheiro.


Já o Bernardinho está, durante todos esses anos de seleção feminina e masculina e à frente do Rexona, sempre com o Roberto Tabach como primeiro assistente. No Rexona há anos conta também com o Hélio Griner.
Até onde minha memória alcança, a sua comissão técnica mudou muito pouco. Dos que surgiram para uma carreira individual lembro só do Chico dos Santos, hoje no Ulbra/Suzano, e do atual auxiliar da seleção, o Rubinho, treinador do Santander/São Bernardo.
 
É curiosa essa diferença de número de assistentes que tem “vida própria”. Não sei se é por falta de ambição, se o Bernardinho dá pouco espaço para seus assistentes, mas a verdade é que o trabalho com o Zé Roberto vem rendendo bem mais frutos para o vôlei brasileiro do que com o Bernardo.

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Falando no Paulo Coco...


Ontem no Roda de Vôlei (Bandsports), o Bruno Voloch comentou que teria sido um erro a saída do Paulo Coco do Finasa, 2 anos atrás. Disse ainda que a razão da demissão do técnico poderia ter sido algum problema com a Adenízia. Nem ele sabia qual era a história realmente. Não sei o quanto pode ser verdade tudo isso.
 
Mas se for verdade, o que poderá ter acontecido a ponto de uma jogadora (ainda em formação) ter mais peso na decisão do que o treinador? Pode até ter tido algum problema entre os dois, mas não acredito que esse tenha sido o motivo da demissão.

Comentários

Anônimo disse…
Taí uma coisa que ninguém tinha notado...Parabéns, belo post.
Anônimo disse…
Gostei.Bem interessante o que você escreveu.Não dá pra saber o que acontece realmente...
mas falando sobre o Prêmio Olímpico de ontem,enfim a consagração total do Zé né?! Pena que o pessoal deu mais valor às medalhas do Cielo e da Maurren (não que não merecessem)Mas,enfim né... O vôlei continua tendo que buscar seu espaço nacional,apesar de tantas vitórias.
A propósito,li no site do globo esporte que o Zé quer conversar com as possíveis futuras levantadoras da seleção. E que na possível lista dele estão Dani,Tieme,Fabíola e FERNANDINHA.Ele disse que ela é baixa mas que não podiam esquecer dela ( algo assim). Ué,mas não foi ele mesmo quem disse que um dos principais requisitos para ser convocada era ser alta? Vai entender... Na minha opinião,se for pra renovar,que renove tudo realmente,nem jogadoras muito mais velhas e nem as baixas,oras.
Esperemos!
Laura disse…
Merecida homenagem ao Zé.

Agora, sobre as levantadoras, eu já imaginava que pelo camp. italiano que a Fernandinha vem fazendo, ela seria um nome novamente cogitado. Acontece que 4 anos atrás foi a mesma coisa, um monte de nomes foram citados, o Zé disse que ia testar todas, mas não foi bem assim.

Eu gosto da Fernandinha, mas essa questão da altura realmente pesa contra. Mas pra mim preocupa bem mais ele querer dar chance a Camilla Adão do que a ela.

Pelo jeito, os critérios do Zé são bem flexíveis...


No fim acho que ele vai apostar mesmo é na Dani, Fernandinha e Carol. Até porque quanto mais abre o leque, mais difícil fica de dar continuidade (ainda mais pra levantadora). Acho que não vai sair desse trio, o resto é papo.
Anônimo disse…
Oh my.. Tiemi *

É verdade La Cauda. Deve ir Carol e Dani por enquanto... A imprensa só sabe falar disso também né? o vôlei feminino se resume a isso: substituir a Fofa!
Anônimo disse…
Não acho correta a análise que vc fez, o bernardinho teve vários assistentes durante os 8 anos, o rubinho é técnico, assim como o Renan, e o Chico dos santos, o vercesi é para o Zé o que o Hélio é para o Bernardo,Com relação ao tabach ele já deixou claro que não gosta da armação de jogo, e portanto a função dele é de apenas exercer a parte técnica, defesa e recepção.
Se pstir desse ponto de vista vc vai ter que fazer um post "com a perna no brasil" e verificar quantas jogadoras da seleção já passaram pela mão do Bernardo.

Alías o Chico dos santos já foi técnico de seleção feminina coisa que nenhum discípulos do Zé foi, acho essas comparações extremamente tendenciosas.
Anônimo disse…
Essa história de "quantos passaram na mão de fulano e ciclano" e pura bobagem. Diz que a seleção feminina passou toda na mão do Bernandinho... menos as melhores atacantes do mundo!!! E a Fofão? Que eu saiba, quem fez ela ser levantadora foi o Zé. Por outro lado, é inegável o trabalho do Bernadinho em lapidar talentos como Thaísa e Fabiana (só para ficar na seleção atual).

O problema é que ficar nessa discussão lenga-lenga não chega a lugar algum! São dois estilos diferentes, duas personalidades diferentes... Bernandinho é um ditador, um fanático, mas de resultados e competência inquestionável. O Zé é uma linha mais flexivel, mais político e sociável, além de ser um excelente formador.

E mesmo que ambos tenham suas manias que irritam até o mais compreensível torcedor, não há (até o momento) quem seja melhor que eles no Brasil! Fato!

Essa história do Paulo Coco sair por causa da Adenízia parece ser puro papo-furado. Só se rolou um assédio ali... o que duvido muito pelo carater que tem o Paulo Coco.
Laura disse…
Não sei se entendeste bem, mas no início do post escrevi que minha intenção não era fazer comparações sobre o mérito dos treinadores. O que fiz foi uma constatação.

Os dois são grandes campeões, independente se tiveram 1 ou vários assistentes. É só uma constatação que pode demonstrar a forma como os dois trabalham. Só isso.