Final Four em Quatro Atos

1- Achei graça quando o repórter da Globo contou que o Zé Roberto não estava cobrando muito das jogadoras porque elas haviam ficado mais de 10 dias sem treinar, estavam cansadas, etc. O que ele pediu é que elas se divertissem em quadra. O repórter comprou essa e tentou forçar dizendo que era realmente isso que estavam fazendo: divertindo-se.
 
Dava pra ver estampado no rosto de cada jogadora a diversão pela qual estavam passando. Nossa, muito entusiasmo, disposição e alegria. Jogar um torneiozinho com as sub-equipes da América Latina depois de serem campeãs olímpicas, era o que elas mais queriam pra se divertir. Pra que descansar? Pra que ficar com a família? Depois de 30 dias na China, 325 horas de viagem, o que elas mais desejavam era jogar, pode ter certeza.


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2 - Não consegui ver um jogo inteiro do Final Four. Que tédio, que anti-clímax. Depois de um jogo, o Zé Roberto, indignado, reclama por terem que jogar aquilo. Suas atletas estão esgotadas, deviam estar comemorando. Este é o Zé que me dá orgulho. Não aquele “Zé santo” que pede desculpas por tudo e pra todos e tenta sempre estar de bem com tudo e com todos.

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3- Bonita a despedida da Fofão. Pelo menos serviu pra alguma coisa o Final Four: fazer uma homenagem a essa grande jogadora em frente à torcida brasileira.


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4 - É de se ressaltar o apoio da Globo aos outros esportes que não o futebol. A cobertura é extraordinária. Durante a semana só se tem alguma notícia do vôlei se eles transmitirem algum jogo. Como a final do Final Four. Graças ao apoio 'global', marcada para às 10h30 da manhã. A disputa do bronze teve que ser jogada às 7h30. Não é de se estranhar que Cuba tenha perdido o jogo.

E pra quê ver o jogo inteiro? Bobagem. Vamos ver o final que é o que interessa, quando a Fofão estiver nas últimas ações como levantadora da seleção. Grande Fofão! Vamos enfiar a câmera na cara dela logo depois que acabar o jogo. Fala alguma coisa, Fofão! Vamos invadir a área de premiação pra mostrar, enquanto estamos no ar, como está emocionada.

E... deu. Ninguém vê o antes, mal se vê o durante e não é preciso ver o depois. O importante é poder dizer: “É a Globo acompanhando o esporte brasileiro!”
 
Ah.... Mas vamos fazer um link para o hotel onde está a seleção de futebol. Parece que o Robinho comeu pão com geléia e não com manteiga como de costume! Realmente, ainda bem que eles têm uma equipe enorme capaz de cobrir cada informação e não deixar escapar nada para nós, os telespectadores do esporte brasileiro!

Comentários

Léo disse…
Rárárá! Que sarro esse último item, sobre a Globo! Mas muito verdadeiro! Parabéns, LaCauDa!
Lúcia disse…
Concordo com o que foi dito, mas tem uma coisa: o Zé fez o que podia, pediu que elas se divertissem, se elas não se divertiram, e tavam emburradas, ele coitado não podia fazer nada...e o repórter não teve culpa de reproduzir o que o Zé falou. e a emissora que transmite compra os direitos dos eventos, não pode desvalorizar o próprio produto.