São Tantas Emoções...


1º Round da Semifinal: Cuba 0 x 3 EUA

Postei-me em frente à TV na noite de hoje, esperando um jogo rápido, uma vitória sem grandes dificuldades. E foi. Mas não a favor de quem eu – e quase todo mundo – achava. Se o jogo dos EUA contra a Itália já tinha me surpreendido, imaginem a minha cara assistindo o time americano patrolar a equipe cubana.

Foi um vitória, primeiro, da técnica Lang Ping. Simplesmente deu um nó tático na equipe adversária. Depois, da disciplina de todas as suas jogadoras. Conseguiram manter uma regularidade de jogo que até o momento não tinham apresentado. E, por último, a vitória se completou com a total instabilidade emocional das jogadoras cubanas. Assim como as italianas, Cuba não conseguiu encontrar uma maneira de virar o jogo e ditar o ritmo da partida. Pelo contrário, os EUA é que empurraram goela abaixo o seu jogo. 



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O time dos EUA deve ter algum poder hipnótico, ou qualquer coisa do tipo, a ponto de deixar seus dois últimos adversários completamente inertes. Em Cuba só faltou o Fidel participar dos tempos técnicos. A cada tempo chegava mais um membro da comissão técnica tentando, inutilmente, tirar o time daquela situação. Ninguém conseguiu enxergar racionalmente o jogo. Se os EUA cavaram o buraco, a própria Cuba é que se empurrou para lá em baixo.



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2º Round: China 0 x 3 Brasil

Depois de tantas surpresas nestas Olimpíadas, tantos favoritos caindo, confesso que fiquei com medo do nosso jogo contra as chinesas.

Logo no início do jogo, a ansiedade era nítida e meu nervosismo também. Quase que o Brasil perde o controle do set, mas recuperou rapidamente. O primeiro set é que, na verdade, foi o set da vitória no jogo. Foi fundamental que, com tanta pressão da torcida e perdendo a vantagem de fechar o jogo no final, o Brasil ganhasse esse set. Passou pela sua prova mais difícil até agora.

No segundo set quando a China encostou e chegou a virar, o time brasileiro, de novo, mostrou muita tranquilidade na virada de bola e paciência na formação dos contra-ataques. O terceiro só demonstrou que o Brasil, sem a torcida contra e com os nervos controlados, é muito mais time que a China.


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Destaques:


- Todas as ponteiras/oposto. Eficientes, frias, seguras e pontuando nos momentos mais críticos, seja através dos ataques ou bloqueios. Aliás, nesse fundamento Sheilla e Paula foram sensacionais.

- Passagem da Walewska pelo saque. Apesar de uma partida discreta em termos de pontuação, o saque da meio-de-rede foi muito importante. Foi neste momento que o Brasil conseguiu recuperar a frente no placar, por exemplo, no primeiro set.

- Entradas de Thaisa e Jaqueline. O que demonstra o quanto o Zé está afiado em relação ao momento de fazer as trocas (coisa que o técnico italiano M. Barbolini vai ter que aprender...). Jaqueline foi importantíssima no final do segundo set e, é claro, saíram de suas mãos os últimos pontos do jogo.

Thaisa é mais jogadora que Fabiana. Não digo nem por questões técnicas. Mas a imagem que transparece é muito mais segura e confiável. Não sei se é implicância minha, mas não é a primeira vez que a Fabiana não joga bem um jogo importante. Não quero desmerecer os bloqueios cruciais que fez no primeiro set, mas ainda sinto que a mão treme na hora do ataque e do saque. Não me passa a imagem de ser uma jogadora que se possa contar na hora difícil.

- Fabi, a líbero. Realmente ela é o termômetro do time. No momento em que a ansiedade passou e ela começou a dominar a recepção, a equipe toda cresceu e também se soltou.

- E a Fofão? Vale a pena comentar? O dia em que ela fizer uma partida ‘mais ou menos’ é que vai ser destaque...



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3º Round: EUA x Brasil

Ainda bem que não sou viciada em apostas e não dei meu palpite para a final olímpica. Ia perder feio. Quer dizer, acertaria um dos finalistas, mas nem em sonho imaginei os EUA na final (acho que nem as próprias americanas).
 
Mas este round fica para o próximo post!

Comentários

Juan disse…
Não sei se é só impressão minha, mas sempre achei que a Rússia e Cuba, apesar de vencedoras, tinham uma concepção antiga de voleibol, muito baseada em força física e talento individual, e muito pouco em tática e estratégia. Funcionou até agora, mas de repente os resultados de Pequim comecem a mudar isso...Procede, LaCauDa?
Mirela disse…
deu orgulho ver as nossas meninas jogando com tanta maturidade hj contra as chinesas, nem sombra do time aquele que tremeu em Atenas e em tantas outras oportunidades; dava pra ver que os nervos tavam no lugar, graças a psicologa e ao Zé.
Anônimo disse…
Errada vc está. Thaísa qer mostrar a q veio, e fz a cag... de sair do Rexona, onde foi iniciado o processo de polimento técnico dela. Fabiana recebeu maior pressao tática. Nao misture alhos c/ Der Gðbbels. Sheila, desde q veio p/ a ITA amadureceu muito, do ponto de vista psico-tático. E podemos mesmo dizer: Indeed, we have the best libero and the best setter. Nobody can dany it.
Inté.
Mg
La Cauda disse…
Juan: pois estou curiosa em relação a Rússia daqui pra frente. Será que começará uma transformação? Agora, acho que Cuba evoluiu mais neste sentido.

Mg: como falei, não estou comparando técnica. A Fabiana cresceu muito qd foi treinar com Bernardinho. Não sei ao certo o que queres dizer com "pressão tática", mas é exatamente com a "pressão" que me parece que a Fabiana não sabe lidar.