De Olho Nelas: As Americanas

O time dos Estados Unidos foi definido logo após o último jogo da seleção no Grand Prix. Essas são as 12 escolhidas pela técnica Lang Ping: Danielle Scott-Arruda; Robyn Ah Mow-Santos; Heather Bown; Stacy Sykora; Logan Tom; Lindsey Berg; Tayiba Haneef-Park; Ogonna Nnamani; Nicole Davis; Kim Glass; Jennifer Joines; Kim Willoughby.
 
Para mim eram seis equipes candidatas a medalha de ouro em Pequim, entra elas os EUA. Depois deste Grand Prix, a equipe americana saiu desta minha lista. Sei que não posso usar só o GP como referência, mas esse time me parece muito aquém de suas capacidades e das demais seleções. Não acho que em menos de um mês elas deem um salto de qualidade a ponto de equilibrarem novamente a disputa por medalha. E também não acho que esconderam o jogo. Acho que a China sim, deve ter muito mais repertório do que foi mostrado no GP.

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Mas os EUA me dão a impressão – e isso não é de hoje - de um time ótimo no papel, mas que na prática frustra qualquer expectativa.

Vejamos: o time americano conta com uma técnica de respeito, Lang Ping, muito competente; jogadoras de meio-de-rede muito boas e experientes; a líbero Stacy Sykora que foi por muito tempo o desejo de consumo de muita seleção por aí; atacantes com poder de alcance e força, como no caso de Haneef e Nnamani, respectivamente; Logan Tom, que sempre é uma boa válvula de escape para o ataque e dá boa consistência ao time no fundo de quadra; e uma boa revelação – Kim Glass.

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O problema, para mim, aparece em dois casos:

1- A posição de levantadora teve renovação nula. A lentidão de ambas levantadoras matou muitas vezes o ataque americano no GP. O meio que sempre foi um ponto forte americano foi pouquíssimo utilizado. Ambas jogadoras, Berg e Ah Mow-Santos já tiveram melhores momentos. Vão passar as Olimpíadas inteiras se revezando: entra uma sai outra, entra outra sai uma. E quem dera fosse por um bom motivo, tipo sai Fernanda entra Fofão. Mas não, o nível da mudança está mais pra sai Marcelle, entra Eth... rsrs
(aliás, Lang Ping deu uma de Parreira. Como pode aceitar que a Berg faça parte do grupo com aquela forma física?)
 
2- Falta algo mais. Não sei se é comprometimento, entrega... não sei. Só sei que não tem cara de time campeão, obcecado por cada detalhe da preparação, disposto a abrir mão de tudo.

Digo isso, principalmente, porque não me agrada nada esse comportamento de jogadoras que não participam da equipe todos os anos. Ficam fora dos campeonatos ‘roubada’ e voltam pro ‘filé’.

É o caso da Logan e Sykora. Sou fã da Logan, se tivesse um time certamente seria uma das minhas primeiras contratadas. Mas não dá pra querer ser campeã olímpica aparecendo de vez em quando pra treinar com a seleção. Falta comprometimento com o grupo, com o projeto.

Tudo bem que são jogadoras da seleção há muito tempo, podem ser poupadas aqui e ali. Jogam só as etapas finais do Grand Prix, selecionam com a comissão técnica quais campeonatos vão participar no ano, etc. Mas não dá pra sair da temporada de clube e ir jogar vôlei de praia, ficar flanando por aí durante três anos e voltar quando interessa.

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Esta sim!
E o próprio EUA têm um exemplo excelente do que é ter espírito de grupo, participar de tudo que é campeonato, acreditar e defender sua seleção: Danielle Scott. São muitos mais anos de ‘selecionável’ que suas colegas. E ela veste a camiseta mesmo, no maior sentido de entrega que essa expressão pode ter. Será a quarta participação dela em Olimpíadas. E ela ainda diz que ficou extremamente emocionada quando soube que estaria presente nos próximos Jogos. É admirável.

Comentários

Jeferson disse…
Estranho essa falta de afinco e comprometimento das americanas. Logo eles, um povo tão obcecado por resultados e vitórias...relaxar num esporte popular e importante. Realmente não dá para entender. Falta um Bernardinho lá.
Anônimo disse…
1 dos grandes problemas das NORTE-americanas (eu tmbm sou americano, todos nós das 3 Américas somos) é mesmo a falta de concorrencia entre clubes. Meu amigo Tore Aleksandersson bem q tentou me arrastar prá lá, há alguns anos, qdo tinham ainda 1 Liga. Qdo ví q eram só 4 (eu disse quatro) eqipes, caí fora. E a tal Liga já acabou, escafedeu-se - de novo! Daí, sobram as Universidades, onde o nível é mesmo 1 baba, tanto no masc. como no fem. Isso somado a outros fatores, tranca o nível e impede a evolucao do volleyball na terra do Tio Sam. Entao, q se f. Eles q re-inventem a roda, já q catraca (grana especulativa) eles já "inventaram".
Inté,
Mg