terça-feira, 25 de abril de 2017

Hora de (se) renovar

 
Paulo Coco: o principal personagem das primeiras movimentações do mercado  de transferências

Antes mesmo da Superliga terminar, Dentil e Camponesa anunciaram a permanência por mais uma temporada no patrocínio de Praia Clube e Minas, respectivamente.

Pelo Praia, não há nada oficialmente confirmado, a não ser as despedidas de boa parte do elenco (Álix, Michelle, Tássia, Ju Carrijo e Ramirez) - mais do que necessárias para o time renovar as energias. Mas, ao que tudo indica, o Dentil continuará com sua proposta de alto investimento para fazer um time em condições de conquistar a Superliga.

Com este propósito, será um grande acerto trazer o treinador Paulo Coco. O Praia Clube terá à frente do grupo um profissional mais capacitado para cumprir as ambições da diretoria.

Alguns discordam, mas acho um ponto positivo a permanência da Claudinha. Não está fácil encontrar levantadoras qualificadas no Brasil e ela é sim uma jogadora habilidosa. Ela precisa é de alguém no ouvido para evitar aquelas “loucuras” que faz em momentos cruciais nas partidas. Talvez eu esteja sendo muito esperançosa, mas acredito que Paulo Coco e equipe consigam dar esta orientação que a Claudinha precisa para ser uma levantadora mais centrada.

Com a renovação de Wal e Fabiana, mantém-se o alto nível pelo meio de rede e a dose de experiência necessária. Se o reforço da Fernanda Garay se confirmar, o Praia terá aquela jogadora capaz de fazer a diferença que não teve nesta temporada.

Só não sei se terá grana para bancar uma jogadora de preparação qualificada e reforçar o fundo de quadra que tanto deu dor de cabeça ao time nesta SL. O desafio do patrocinador e do treinador será achar esta jogadora capaz de dar o equilíbrio necessário à equipe. 


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Enquanto o Praia tem tudo para se animar com a chegada do Paulo Coco, o Minas tem bastante o que lamentar a saída do seu treinador.

Não sei qual a disposição dos patrocinadores para a próxima temporada depois de terem investido pesado para contratar Jaque e Hooker para a atual. Até agora, a movimentação mais importante foi a renovação do quarteto Rosamaria, Mara, Leia e Pri Daroit.

É uma boa base para começar os trabalhos, mas se não vir muito mais do que isso, é fundamental ter um bom treinador para fazer o time ser, ao menos, competitivo. 

Fico imaginando se não há a possibilidade do Anderson Rodrigues retornar ao clube, desta vez como treinador, depois da boa estreia no comando do Brasília. 

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Brasília que, como sempre acontece ao final de cada temporada, não deu sinais de vida de que continuará as atividades. Deve perder/já perdeu alguns dos seus principais destaques desta SL: Macris, Amanda e Vivian. Uma pena que o time não consiga uma continuidade para entrar mais forte na próxima SL.

O Bauru, por outro lado, tem agido rápido. Manteve Castillo, Juma, Val e Angélica e traz a atacante dominicana Martinez, que estava no Busto Arsizio da Itália.

Desta vez a dupla dominicana do Bauru será bem mais interessante. Permanece a qualificadíssima Castillo e se acrescenta a jovem Martinez, atacante alta, de maior potencial e de maior poder de definição na comparação com a mediana e já estagnada Rivera.


Uma pena que o Bauru não tenha ficado com a Bruna. Pelas dúvidas que o Kwiek mostrou durante a temporada em coloca-la como titular, talvez não houvesse um relação de confiança entre ele e a jogadora e, assim, nem o clube nem a Bruna tenham demonstrado interesse em renovar. Claro que isso é suposição minha visto que, na "letra fria das quadras", tanto o time como a jogadora tinham a ganhar com a renovação.

No momento, sem o Bauru definir a novo oposto, quem sai perdendo mais é a Bruna, que vai para o Pinheiros no lugar da Bárbara. O clube paulista que, repetindo o comando do Paulo de Tarso, deve ser de novo um time que pouco acrescente à SL.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Seleção Papo de Vôlei 16/17


Macris - Bia - Tandara;
Gabi - Jucy - Hooker;
Brenda Castillo; Bernardinho 


Eis a Seleção Papo de Vôlei 16/17!

Macris chega pela primeira vez à nossa seleção. Com 28 votos, a levantadora do Brasília venceu com folga a segunda colocada, Dani Lins (10).

Na diagonal oposta, a rainha Hooker, única representante do Minas. Ela esteve na primeira seleção feita pelo PV, em 2012 e, no seu retorno ao Brasil, reaparece como destaque do campeonato. Entrando somente ao final do primeiro turno, a oposto foi a segunda maior pontuadora da Superliga.Recebeu 33 votos, seguida, muito atrás, por Monique com 14.

Outra jogadora que reaparece na seleção é a Tandara, com 41 votos. Sua parceira de posição foi a Gabi, que recebeu 33 votos.

No meio, Bia foi quase uma unanimidade com 43 votos. Como segunda opção, os torcedores se dividiram entre as experientes Jucy (30 votos) e Wal (15). Talvez depois da final, a ordem teria se invertido e a Jucy conquistaria a preferência dos eleitores.

No fundo de quadra, mais uma estrangeira: Brenda Castillo. Eleita a melhor por 36 pessoas, superou com larga vantagem a experiente Fabi (9).

Para o comando do time, Luizomar, Paulo Coco e Anderson foram lembrados. Mas quem foi eleito o melhor da SL foi o multicampeão Bernardinho, com 35 votos.





 

domingo, 23 de abril de 2017

O Rio continua lindo e... soberano!

Rexona-Sesc 3x2 Vôlei Nestlé
E o Rexona não se cansa de levantar a taça! Parabéns Bernardinho e equipe por mais um título de Superliga!
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Dizem que a primeira impressão é a que fica. E é melhor mesmo ficarmos com ela ao lembrarmos da final da Superliga 16/17 porque o quarto set e, principalmente, o tie-break foram tão desequilibrados que não fizeram jus à qualidade da disputa entre Rexona e Osasco até então.

Uma final em que as duas equipes foram bastante semelhantes nas falhas e virtudes. O Osasco foi um pouco melhor na virada e o Rexona superior no bloqueio. Mas, no geral, ambos trabalharam melhor defensivamente e na armação do contra-ataque do que na virada. Também fizeram um jogo concentrado nas pontas, exageraram nas falhas e tiveram em duas jovens jogadoras os seus destaques individuais. 

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O Osasco conseguiu tirar um pouco da velocidade do Rexona a partir do segundo set com um saque mais agressivo. Isso prejudicou a Gabi no ataque, mas a ponteira também não esteve numa manhã boa no fundamento. Poderia, assim como sua colega Monique, ter explorado o bloqueio e buscado outros recursos. Ao invés disso, perdeu a confiança pela forte marcação que sofreu, tanto que até no tie-break, quando a coisa estava mais tranquila, teve dificuldade em pontuar.

Drussyla acabou por ser a segurança no ataque carioca. Ela deu prejuízo no passe, mas compensou consertando os erros no ataque, sempre com muita agressividade e coragem, postura que não se viu, por exemplo, na Paula, pelo lado do Osasco. 

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Do outro lado, Osasco cresceu na partida quando, além de sacar melhor, o seu volume de jogo cresceu. E isso se deu com a entrada da Gabi, naquela tradicional troca com a Malesevic.

Porém, o Osasco teve, durante quase toda a partida, maior dificuldade de manter uma pressão constante sobre o Rexona. Mesmo com as cariocas apresentando problemas na virada, o Osasco dava uma aliviada na pressão com seus erros de saque e ataque em momentos inoportunos.

Sem Bjelica e Paula Borgo efetivas no ataque, e a Dani arriscando pouco a primeira bola, o jogo paulista ficou sobrecarregado na Tandara que, como se sabe, sempre vai para o tudo ou nada. Ou seja, acaba dando muitos pontos em erros para o adversário. 

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A relação saque-bloqueio do Rexona funcionou muito bem. A parceria Carol e Jucy, quando as duas se encontravam em quadra, uma no saque e outra no bloqueio, apareceu bem nesta final, lembrando a temporada passada.

E foi a Jucy que decidiu a partida a favor do Rexona, praticamente. A Roberta esqueceu dela durante o jogo, talvez por não se sentir segura com o passe que recebia. Mesmo assim, quando resolveu acioná-la no quinto set, Jucy não desperdiçou uma oportunidade.

Começou o tie tão inspirada que, depois de um bloqueio sobre a Paula e dos pontos no ataque, a Tandara ficou com medo de enfrenta-la no bloqueio e colocou a bola na antena. 
Jucy assustou o Osasco, que não se encontrou mais na partida. 

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A Unilever se despede da Superliga com 12 títulos em 20 campeonatos. Os números falam por si: foi uma parceria com o Bernardinho extremamente vencedora. Nós, torcedores do vôlei, agradecemos pelo investimento e apoio ao esporte. 

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As melhores da SL:

Maior Pontuadora – Tandara (Vôlei Nestlé)

Melhor Saque – Tandara (Vôlei Nestlé)

Melhor Ataque – Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Melhor Bloqueio – Mara (Camponesa/Minas)

Melhor Recepção – Tássia (Dentil/Praia Clube)

Melhor Defesa – Brenda Castillo (Genter Vôlei Bauru)

Melhor Levantadora – Macris (Terracap/Brasília)

Craque da Galera – Tandara (Vôlei Nestlé)

Tandara roubou a cena nas premiações individuais. Uma temporada de recuperação da atacante. 


Agora as estatísticas às vezes são tão "bola fora"... Como premiar a Tássia como melhor recepção? Na média ela até pode ter sido a melhor, mas cada erro de passe que cometeu em momentos decisivos!

A reconquista da Europa

Imoco Conegliano 0x3 Vakifbank Istambul

Se as semifinais já tinham sido decepcionantes, o que dizer, então, da final?

O Vakifbank atropelou o Conegliano e voltou a conquistar o Europeu depois de 3 anos batendo na trave.

O único set equilibrado foi o tefceiro, quando o treinador do Conegliano mudou o time titular deslocando a Ortolani para a posição de oposto e colocando a Costagrande no lugar da Fawcett.

Ganhou com isso uma Ortolani mais forte no ataque, mas ela foi solitária neste quesito na equipe italiana. Todas as demais tiveram baixo aproveitamento no ataque. A estrutura de passe do Conegliano que tinha funcionado até o momento, com De Gennaro e Robinson cobrindo toda linha e escondendo a Ortolani, se desmontou com o saque do Vakif.

Extremamente pressionada, a líbero italiana esteve muito mal na recepção e a levantadora Skorupa sem precisão nos levantamentos.

Do outro lado, esteve justamente na levantadora Naz Aydemir um dos pontos fortes do Vakif. Naz deixou suas ponteiras à vontade para atacar, muitas vezes com o bloqueio simples. Para atacantes do nível de Zhu e Sloetjes chegou a ser covardia.

Mas o que fez do Vakif campeão foi a relação saque-bloqueio/defesa que apresentou forte desde o início da partida. Desestabilizou o organizadinho Conegliano e colocou muita pressão para o lado adversário.

O Vakif aprendeu a lição com a derrota na Champions 2016 e não caiu na armadilha do azarão italiano. Desta vez, foi ele o melhor conjunto e o mais homogêneo, equilibrando sua já conhecida força ofensiva com um trabalho defensivo e de fundo de quadra de qualidade. 
O desafio é manter este equilíbrio para o Mundial, já que estabilidade não tem sido o forte do Vakif neste temporada. Se conseguir, dispara como favorito ao título.

sábado, 22 de abril de 2017

Pouco equilíbrio, pouca emoção

As semifinais da Champions League prometeram mais do que cumpriram.

Pode-se dizer que apenas dois sets, um de cada jogo, fizeram jus ao equilíbrio e emoção que se esperava dos confrontos. 


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Vakifbank 3x0 Eczacibasi

Partida na qual saque e recepção falaram mais alto.

Mas quem esperava agressividade do Eczacibasi tanto no saque como no ataque, se enganou. Foi o Vakif que pressionou a frágil recepção adversária e aproveitou-se da dificuldade ofensiva do Eczacibasi para cerca-lo no bloqueio e na defesa.

O Eczacibasi não encontrou a marcação sobre a Zhu enquanto a sua principal estrela no ataque Boskovic teve uma noite péssima.

O segundo set foi um belo retrato da instabilidade que persegue o Eczacibasi durante toda esta temporada – muito por conta da falta de segurança que tem na recepção. Depois de abrir uma vantagem de 8 pontos, levou a virada do Vakif. O único set que deu um tom de emoção a uma partida sem muita qualidade e equilíbrio. 

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Imoco Conegliano 3x1 Dinamo Moscow 

 
Três primeiros sets de dar sono, em que somente um time apareceu em quadra. O quarto set até compensou o tédio dos anteriores, mas nos fez lamentar porque desde o início não tivemos o mesmo nível de disputa.

Acontece que o Dinamo acordou muito tarde para a partida. Ficou bastante perdido na marcação das jogadas italianas por causa da “moleza” do seu saque e, para piorar, penou para efetivar sua virada de bola.

Goncharova e De La Cruz tiveram que enfrentar dois obstáculos nos dois primeiros sets: as bolas baixas do levantamento e a forte presença do bloqueio italiano. Sem contar o volume de jogo do Conegliano que levou à exaustão o time russo.

Quando a partida parecia encaminhar para mais um 3x0, o Dinamo resolveu colocar seu saque para funcionar, o que tirou um pouco da velocidade do jogo italiano e favoreceu o seu bloqueio e defesa. Além disso, Goncharova começou a engrenar e assumiu o papel de resolvedora dos abacaxis no ataque. A lavada, desta vez, foi a favor do lado russo.

Finalmente no quarto set tivemos o equilíbrio esperado, com trocas de vantagens e emocção até o final. As duas equipes ali jogaram o seu melhor, mas o Conegliano foi mais eficiente no seu ataque. 

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Teremos, assim como no ano passado, o Vakif na final da Champions enfrentando um time italiano. Mais uma vez, a equipe da casa tem como ponto forte o conjunto. Mas o Conegliano tem mais recursos de ataque do que o Casalmaggiore da temporada passada. Se não desestabilizar a recepção, a Skorupa põe todas as suas ponteiras para jogar com uma distribuição bastante equilibrada.

O Vakif vem também mais forte, com uma jogadora capaz de fazer a diferença. Mas terá que ser mais do que a Zhu para não perder novamente o título para um time italiano.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Osasco X Rio de Janeiro: a rivalidade em 4 atos

São sempre eles: nas últimas 12 edições da Superliga, foram dez finais entre Rio de Janeiro e Osasco. Domingo, os principais rivais do vôlei feminino brasileiro se encontram pela 11ª vez numa final.

Figurinhas repetidas? Sim. Mas o clássico já rendeu decisões que entraram para história. O Papo relembra algumas:

SL 2004/05 – Osasco Campeão
Quando toda rivalidade começou. De um lado, Zé Roberto. Do outro, Bernardinho e Fernanda Venturini. A turma se enfrentava numa decisão logo depois de todo aquele rolo sobre a Olimpíada de Atenas 2004.


A série foi vencida pelo Finasa/Osasco por 3x0. A última partida foi um 3x0 tranquilo no Rio de Janeiro, mas as duas primeiras só foram decididas no tie-break. Destaque para o segundo jogo, quando o Osasco, dentro de casa, conseguiu uma virada impressionante sobre o Rexona, que comandou o placar a maior parte do tempo. As cariocas chegaram a ter a vantagem de 10x6 e levaram a virada, perdendo o jogo por 25x23.

SL 2006/07 – Rexona Campeão 
 

Terceira decisão seguida entre Osasco e Rexona e a mais disputada. O título só foi decidido no quinto set da quinta partida da série, no Rio de Janeiro.

As duas primeiras partidas acabaram no 3x0, uma para cada time. As demais, porém, foram todas para o tie-break, com Osasco e Rexona perdendo em casa.

No último jogo, o Osasco foi de altos e baixos. Perdeu de lavada o primeiro e o quarto set e venceu o segundo e o terceiro em parciais que superaram os 30 pontos. No tie-break, abriu 5x0 e depois 8x4 até que a Régis foi para o saque e virou o set a favor das cariocas.

SL 2009/10 – Osasco Campeão
Com a volta do patrocínio da Nestlé, a volta ao título.

Depois de quatro vice-campeonatos, finalmente o Osasco conseguiu desbancar o Rexona (Unilever, na época).

Final de jogo único, decidida somente no tie-break e com um momento crucial no terceiro set: um erro de arbitragem irritou tanto a Natália que ela levou um cartão amarelo. A partir daí, a jovem ponteira se transformou e ninguém mais a segurou. Cresceu na partida e comandou o Osasco na virada no placar.

Lembrando que, nesta Superliga, ainda havia o São Caetano com Sheilla, Fofão e Mari, que, mesmo estrelado, não conseguiu mudar a final do campeonato.

SL 12/13 – Unilever Campeão
O Osasco era a base da seleção brasileira campeã olímpica em Londres: Sheilla, Garay, Thaisa, Adê e Jaque, além de Fabíola e Camila Brait. Era o atual campeão da SL e do Mundial. Tinha o melhor conjunto daquele campeonato.

Abriu 2x0 na final de jogo único e todo mundo imaginou que a história da SL anterior, quando o Osasco havia vencido o Unilever tranquilamente por 3x0 em pleno Maracanãzinho, iria se repetir, desta vez, no Ibirapuera.

Só que esqueceu do perigoso adversário que estava do outro lado da quadra. Baixou a guarda e pronto, levou uma virada histórica do Unilever. Time que tinha Fofão, Jucy, Fabi e Sarah Pavan, mas também contava com uma Natália longe da melhor forma e recorrendo à novata Gabi para substituir a Logan Tom.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Entre o brilho e a sombra


A Superliga tem seu último ato no domingo. Como sempre, a competição foi palco para algumas revelações e algumas decepções.

O Papo elenca alguns nomes que brilharam pela primeira vez como titulares nos seus times e outros que não tiveram sucesso e saem esquecidos da SL – ou melhor, lembrados somente na lista daqueles que ficaram muito abaixo da expectativa.

A lista é pequena, exatamente à espera da contribuição de vocês. Quem mais vocês acrescentariam entre os nomes que brilharam e os que ficaram na sombra nesta SL?

Brilho

Edinara (São Cristóvão Saúde/São Caetano)
Reserva no São Caetano no ínicio da SL, Edinara foi deslanchar ao final do primeiro turno. Virou a referência no ataque do Sanca e fez Brasília, Praia e Rexona suarem para marcá-la, sendo a maior pontuadora nos confrontos com esses times. Se Monique não a superar na final, Edinara termina como a sexta melhor atacante da SL.

Lorenne (Sesi-SP) 
Depois da reserva no Pinheiros e no Rexona, finalmente a Lorenne pôs a cara no sol. E valeu a pena. Seu estilo de ataque, de grande alcance e lento, acabou por fechar como uma luva para as necessidades do novato e muito irregular Sesi. Ela não foi somente a referência, ela FOI o ataque paulista. Passou boa parte da fase classificatória entre as maiores pontuadoras da SL, terminando a competição na oitava posição.
 
Drussyla (Rexona-Sesc) 
Se este post fosse feito há duas semanas, a Drussyla sequer seria lembrada. Colocada na fogueira das semifinais, tirou de letra a responsabilidade de ser titular na equipe carioca. Segurou a barra na recepção e deu um desafogo importante no ataque do Rexona. Uma das responsáveis por levar o time à final, Drussyla marcou seu nome nesta SL. 


Sombra

Andreia (Terracap/Brasília) 
A retomada da parceria com a Macris, deu a esperança de que a Andreia conseguiria recuperar a boa fase vivida como oposta do Pinheiros em 13/14. Só que não foi o que aconteceu. Apagadíssima na grande maioria das partidas, fez uma temporada para esquecer. Para mim, ela, que já vem numa sequência de temporadas ruins como oposto, deve abandonar esta posição de vez.

Helô (Rexona-Sesc)
Mais uma oposto na lista. Quando o Rexona contratou a Helô, muitos pensaram que ela seria uma bela pedra no sapato da Monique. E seria também uma opção importante de composição para o time por ter características diferentes da oposto titular. Que nada. Bernardinho mal a acionou. E na única oportunidade que Helô teve, na partida contra o Praia Clube, tem um desempenho desastroso. Não sei se ela teve poucas oportunidades porque rendeu pouco ou vice-versa. Só sei que, depois de se destacar no Rio do Sul na Superliga passada, na edição atual, mal lembramos da sua presença.

Saraelen (Vôlei Nestlé) 
A central do Osasco tinha tudo para estar na lista das revelações depois de, durante a temporada passada, ter substituído com qualidade as titulares Thaisa e Adenízia. Ela chegou a ameaçar seriamente a titularidade da Adê no final da SL 15/16. Mas, ao ganhar a posição e a grande chance nesta temporada, Saraelen não rendeu o esperado e perdeu o lugar para a veterana Natália Martins.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Quem leva a SL 16/17?


Sempre preferi que a final da Superliga fosse disputada numa série de cinco ou três partidas, mas entendo o apelo comercial, televisivo e até competitivo que a final em jogo único tem.

Uma só partida aumenta as chances do acaso e da improbabilidade, além de colocar o desafiante mais em pé de igualdade com o favorito – quando há esta diferença entre os finalistas.

O que importa é que, nesta edição, o Osasco, em qualquer das situações (jogo único ou série), teria e tem condições de acabar com a soberania do Rexona. 
 
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Concordo que as cariocas entram com um leve favoritismo por todo histórico, pela forma como crescem em cada decisão e pelo jogo mais redondo que apresentam.

Mas não compartilho da opinião de quem acredita que o Osasco entra nesta final com chances mínimas de conquistar o título. O desafio é quase do mesmo nível para ambas as equipes.

Acho que a equipe paulista tem elementos para responder à altura aos pontos fortes cariocas. Pode ser mais frágil no passe, mas é menos dependente de um jogo veloz. Tem boas sacadoras que podem retardar as jogadas cariocas e fazer com que outros dois bons recursos da equipe apareçam, o bloqueio e a defesa.

De certa forma, tem um tipo de jogo parecido com o do Minas e, pela sua agressividade no saque e no ataque, pode desestabilizar o Rexona. O lado negativo é que, exatamente por estes mesmos motivos (e assim como Minas), é bem menos cuidadoso nos acabamentos de jogadas e comete mais erros do que a equipe carioca. 

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Se fosse uma série, não tenho dúvida de que teríamos uma disputa tão equilibrada e qualificada como foi a semifinal de Rexona e Minas. Apesar de ter a vantagem de ser mais estável, o Rexona entraria desgastado na série final, o que poderia favorecer o descansado Osasco.

Na final única, a disputa continua imprevisível e, infelizmente, mais curta


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Seleção Papo de Vôlei SL 16/17 - Votações abertas!



Para tudo e foca em mim que o momento é importante!

Chegou a hora de escolhermos a Seleção Papo de Vôlei da Superliga 16/17!

Como? Você vai eleger seu sexteto principal + líbero + treinador preferido. Os votos podem ser enviados pelos comentários dos posts até o final do domingo (23), dia da decisão. 



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Como é de praxe, abrirei as votações expondo as minhas eleitas e meu eleito.

Levantadora: Juma (Genter/Bauru)
 
Decisão complicada. Das mais experientes, o desempenho ficou aquém das expectativas. Nas mais novas, a pressão e a cobrança pesaram.

Juma ficou um pouco fora deste foco de atenção e exigência ao disputar a SL por um time médio, sem a mesma responsabilidade que Roberta e Naiane, por exemplo. Também não pode ser exigida como uma Macris, que decepcionou na distribuição durante as quartas de final, ou – muito menos – uma Dani Lins, que não tem aproveitado todo o potencial que ela e o time têm, acomodada com a ótima fase da Tandara.
 
É mais um voto de aprovação ao trabalho da Juma, pela primeira vez como titular na SL. Saiu-se bem na temporada, inclusive nas quartas de final, e não comprometeu a campanha do seu time.

 
Ponteiras: Tandara (Vôlei Nestlé) e Amanda (Terracap/Brasília) 

Nem precisa de explicação o voto na Tandara, né? O que ela tá atacando e resolvendo para o Osasco não é brincadeira. Compensa até as falhas que comete na recepção.

Já a Amanda foi das ponteiras mais regulares desta SL e fundamental para a campanha do Brasília. Manteve a qualidade no fundo de quadra que lhe é característica e, surpreendentemente, se destacou no ataque. Teve um trabalho dobrado ao ter que cobrir a inconstante Paula e a apagada Andreia no ataque.


Oposto: Monique (Rexona-Sesc)

Monique ou Hooker? Fiquei muito na dúvida. 
Hooker colocou o Minas no mapa da disputa do título da SL. Sem ela, o time talvez nem tivesse conseguido aquela virada contra o Bauru no primeiro jogo das quartas. Mas senti falta de uma oposto mais decisiva na série semifinal.
 
Monique foge do esteriótipo de uma oposto, mas não daquilo que se espera de uma oposto. Sendo destaque ou não nas partidas, ela sempre é segurança na definição ao time. Além de ter habilidades de fundo de quadra que encaixam com perfeição numa equipe como o Rexona.

 
Centrais: Jucy (Rexona-Sesc) e Bia (Vôlei Nestlé)

As minhas duas eleitas tiveram uma temporada de recuperação. Não que a Jucy tenha ido mal na SL passada, mas acabou sendo esquecida no ataque pela Thompson na ocasião, o que a deixou mais discreta.

Nesta, ela tem sido bem mais acionada, nem sempre com uma bola adequada, mas tem se virado. Sem contar o bom desempenho no bloqueio e no saque. Foi uma jogadora muito regular durante toda temporada.

O mesmo se pode dizer da Bia. Ela tinha sumido no Sesi e voltamos a lembrar do seu nome nesta temporada. Forte no bloqueio e no ataque (quando a Dani lembra dela), tomou conta da posição antes ocupada por dois nomes com forte identidade com Osasco, Thaisa e Adenízia.


Líbero: Brenda Castillo (Genter Bauru)

Um acréscimo de qualidade à SL. Comandou o fundo de quadra do Bauru. Houve alguns jogos em que ela parecia se multiplicar em quadra, tamanho volume de jogo que a equipe apresentava.


Treinador: Bernardinho (Rexona-Sesc)

As semifinais e a 13ª final consecutiva de SL falam por si só.

sábado, 15 de abril de 2017

Enfim, o finalista!


Semifinal - 5º jogo

Rexona-Sesc 3x1 Camponesa/Minas

Foto: Marcello Dias/Inovafoto/CBV

Os torcedores do Rexona já estão acostumados com a sensação, mas a classificação para a 13ª final consecutiva deve ter vindo com um gostinho muito especial. Afinal, o Minas valorizou demais a conquista carioca com uma série semifinal equilibrada e emocionante - e a qual tivemos o privilégio de acompanhar. 


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É bem verdade que o jogo final da série foi o menos qualificado. As duas equipes erraram demais. 


Coloco parte destas falhas na conta do desgaste natural pela sequência de jogos. Os dois times também tiveram que arriscar e agredir mais para fugirem da marcação um do outro.

Mas a outra parcela destes erros teve origem na afobação, na precipitação. E a principal vítima disso foi o Minas. 


O Rexona, com um excelente volume de jogo, exigiu uma paciência gigante do adversário. Só que o Minas não conseguiu ter a tranquilidade (e, por vezes, a qualidade) necessária para trabalhar a bola e fazer o jogo render.

É que desde o início da partida o Minas esteve com dificuldades de definição no ataque, por vezes porque o passe não funcionava legal, em outras porque o levantamento era ruim ou mesmo o golpe final era desperdiçado.

Somou-se a isso a pressão do bloqueio e da defesa do Rexona e o resultado foi um Minas atrapalhado, que atropelava etapas e não conseguia dar sequência a seus bons momentos na partida. 

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Falando assim, parece que foi um passeio carioca. Não foi. Acho que o Rexona teve muito mais comando da partida, mas no segundo e terceiro sets o Minas esteve bem equilibrado e ameaçou a estabilidade das donas da casa. Foi quando conseguiu mexer com a recepção carioca, segurar a Gabi no bloqueio e fazer rodar o ataque com Rosamaria e Hooker.

Mas dois sets não são suficientes para bater o Rexona. Acho que nesta partida ficou bastante perceptível a diferença de uniformidade e de acabamento de jogo entre o Rexona e o Minas. O conjunto mais harmônico e menos oscilante levou a vaga para a final. 

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O Minas, por mais equilibrada que tenha tornado esta série, não chegou ao seu auge na Superliga. Disputou as semifinais ainda em busca da maturidade, muito por conta da demora por definir e trabalhar o time titular.

Teve numa posição-chave para o seu crescimento um ponto instável, a levantadora Naiane, e sem uma salva guarda suficientemente qualificada. Ficou também dependente de uma adaptação complicada da Rosamaria como ponteira passadora. A insegurança no passe afetou não só o time como também o rendimento dela no ataque, acredito.

Agora, se formos observar, o Rexona tinha estes mesmo problemas pontuais ao chegar à semifinal, talvez em menor grau. Uma levantadora irregular e um ponteira passadora que causava grandes prejuízos no passe. O time - ou melhor, o Bernardinho -, como sempre, conseguiu dar a volta por cima e minimizar ou compensar estes problemas.

Não é à toa que, na sua 20ª temporada, chega a sua 15ª final de SL. 

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Pê esse:

- Esta semifinal deve ter sido a partida em que mais vezes a Hooker foi bloqueada nesta SL.

- Depois desta série, fica difícil aceitar uma final de jogo único...